Babaçu – Origem, Nutrientes, Benefícios e Efeitos Colaterais

De nome científico: Attalea speciosa, o Babaçu também chamado bauaçu, é uma espécie (Attalea speciosa) da família das palmeiras (Arecaceae), dotada de frutos drupáceos com sementes oleaginosas e comestíveis das quais se extrai um óleo, empregado sobretudo na alimentação, remédios, além de ser alvo de pesquisas avançadas para a fabricação de biocombustíveis. Então, para saber um pouco mais sobre o Babaçu continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre esse incrível fruto. Vamos lá?!

Origem do Babaçu:

O Babaçu é uma palmeira de origem brasileira, podendo ser encontrada nos Estados do Tocantins, Maranhão, Piauí, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso. Sua estipe (caule das palmeiras) é usada para construção de casas e pontes, sua seiva para produção de bebida fermentada e seu palmito para a alimentação.

O Babaçu tem grande importância econômica e popular nas regiões em desenvolvimento em que está presente. As folhas do Babaçu são utilizadas para a fabricação de diversos utensílios como cestos, peneiras, esteiras, chapéus e até telhados. De sua casca pode ser feito xaxim, carvão e fumaça para repelir insetos.

A Orbignya speciosa faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Babaçu

História do Babaçu:

A palmeira do Babaçu apresenta a sua principal área de ocorrência nas faixas de transição limítrofes da floresta latifoliada equatorial. É encontrada em maior quantidade nos estados do Maranhão e Piauí, sendo considerada uma planta característica (junto à carnaúba) da formação vegetal Mata dos Cocais, uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia Amazônica e as terras semi-áridas do Nordeste brasileiro, no chamado Meio-Norte. Também pode ser encontrada nos estados do Ceará, Pará, Mato Grosso e Tocantins.

O Babaçu é uma palmeira robusta com estipe isolado (tronco ou caule) de até 20 metros de altura e de 25 a 44 centímetros de diâmetro, com 7 a 22 folhas medindo de 4 a 8 metros de comprimento . Suas flores são de sexos separados, com ramos florais volumosos; pode apresentar até 6 cachos por planta ou mais, sustentados por um pêndulo de 70 a 90 centímetros. Cada cacho possui de 240 a 720 frutos que chegam a pesar de 90 a 240 gramas.

A época da floração ocorre nos meses de janeiro a abril, coincidindo com o período das chuvas, ao passo que a frutificação ocorre nos meses de agosto a dezembro. Quando maduro, o coco desprende-se e cai no solo. O fruto apresenta: epicarpo (camada mais externa), mesocarpo (com 0,5 a 1,0 centímetro, rico em amido), endocarpo (rijo, de 2 a 3 centímetros) e amêndoas (de 2 a 8 por fruto).

A palmeira do Babaçu requer entre 10 a 12 anos para iniciar a produção, atingindo a maturidade produtiva entre 15 a 20 anos com uma vida média de 35 anos. Apresenta três estágios de crescimento. O primeiro constituído pelas pindobas, quando a palmeira apresenta até três folhas definitivas. O segundo denominado palmiteiro, pode ser identificado pelo palmito, quase ao nível do solo. No terceiro, o caule já se encontra formado.

A espécie pode ocorrer de forma isolada nas florestas ou em áreas abertas, sendo encontrado de forma mais frequente em áreas degradadas onde é considerada uma espécie pioneira e dominante (floresta com dominância de Babaçu). Em geral, o Babaçu possui baixa densidade na vegetação primária.

A sua presença associa-se a áreas antropizadas, quando coloniza antigas formações florestais desmatadas. A palmeira é uma planta extremamente resistente aos predadores de semente e, deste modo, apresenta alta taxa de regeneração. Estas características, somada às queimadas que eliminam seus competidores vegetais, fazem com que domine extensas regiões, conhecidas como babaçuais.

A palmeira tem uso tradicional no Brasil, sendo considerada a maior fonte mundial de óleo silvestre para uso doméstico, podendo também ter uso industrial. É um dos principais produtos de origem extrativista do Brasil, contribuindo para a economia de alguns estados, bem como para milhares de famílias, em grupos conhecidos como quebradeiras de coco Babaçu.

O lenho do Babaçu é usado na construção de casas, ou como adubo, quando apodrecido; enquanto que as folhas são utilizadas na cobertura, nas paredes, nas portas, nas janelas. O leite do Babaçu e o óleo extraído de suas amêndoas são usados na alimentação; a farinha do mesocarpo de Babaçu é um complemento alimentar rico em amidos e sais minerais, utilizada em bolos, pães e mingau.

Da casca do coco é produzido carvão. A palha, por sua vez, é utilizada para a produção de artesanato e na seca é comum que as folhas sejam utilizadas para alimentar o gado. A partir do óleo também se produz sabonete. A palmeira Babaçu é protegida por diversas normas, como a lei estadual do Maranhão nº 4.734/86, pela Constituição do Maranhão (artigo 196) e pelas diversas leis municipais do Babaçu Livre.

Valor Nutricional do Babaçu: 

A tabela a seguir traz a informação nutricional para 100 g de Babaçu:

Agora que já conhecemos os nutrientes, conheça também os benefícios para a saúde:

Benefícios do Babaçu: 

Além dos benefícios e das formas de usar que já falamos, o Babaçu também oferece outros benefícios:

  • Equilibra a flora intestinal protegendo o intestino e prevenindo problemas como a diarreia e a prisão de ventre;
  • Reduzir a vermelhidão e inflamação na pele, além de aliviar o desconforto, devido ao seu efeito anti-inflamatório;
  • Atuar no combate aos radicais livre e previne o aparecimento de rugas e linhas de expressão;
  • Reduzir as inflamações, sendo usado no tratamento da artrite, artrose e reumatismo;
  • Ajudar pessoas que sofrem com caspa e irritações no couro cabeludo;
  • Hidratar e restaura lábios e calcanhares rachados e ressecados;
  • Combater bactérias e vírus como o H. Pylori, que causa a gastrite;
  • Controlar as taxas de açúcar no sangue.

E não para por aí!

Babaçu Fruta

Como Consumir o Babaçu: 

A melhor maneira de consumir o Babaçu é simplesmente comê-las in natura (sem a casca, claro). Para o uso oral recomenda-se ingerir uma colher de sopa de óleo de Babaçu de duas a três vezes ao dia. Já para a aplicação nos cabelos, a orientação é misturar uma tampinha em 100 g de creme capilar.

Contraindicações:

Não foram encontradas referências de contraindicações a respeito do consumo do Babaçu. No entanto, o segredo de uma alimentação balanceada é o equilíbrio, por isso, evite o excesso.

Efeitos colaterais:

Não foram relatados efeitos colaterais decorrentes do uso nas bibliografias consultadas.

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