Coceira na virilha: Sintomas, causas e como tratar!

A coceira na virilha costuma afetar tanto mulheres quanto os homens. No geral, a doença é mais comuns em adolescentes. Trata-se de uma infecção fúngica, mais conhecida como tinha da virilha ou intertrigo. A micose é a principal responsável pela coceira na virilha. Além disso, assim como a micose no pé, das unhas e a micose no corpo, a micose na virilha é também causada por um fungo dermatófito. Um artigo publicado nos Anais Brasileiro de Dermatologia mostram que em 80% dos casos de infecção por fungos dermatófitos, no Brasil, o causador é da espécie Trichophyton rubrum.

Sintomas de micose na virilha:

Os sintomas de micose na virilha podem ser leves ou severos. Isso dependerá do quanto o sistema imunológico da pessoa está bem. Porém, geralmente não ocorre invasão de tecidos subcutâneos ou órgãos internos.

  1. Erupção cutânea que não melhora, piora, ou se espalha com o creme de hidrocortisona (anti-coceira) de venda livre.
  2. Vermelhidão intenso no local afetado, causando descamação na pele. Esse vermelhão tem formato circular.
  3. Coceira persistente e irritante que afeta a virilha e parte interna das coxas. Contudo, no caso dos homens, o escroto, geralmente, não é afetado.
  4. Erupções na pele que piora com exercícios físicos.
  5. Descamação ou rachadura da pele.
  6. Sensação de queimação no local.

Em alguns casos, manchas escuras na virilha.

Causa de micose na virilha:

A Tinea cruris é causada por um grupo de fungos chamados dermatófitos, sendo o Trichophyton rubrum, o mais comum no Brasil. Esses fungos naturalmente vivem na pele e, normalmente, não causam problemas. No entanto, quando alguns hábitos podem fazer com que esses fungos criem força e se multipliquem rapidamente, como:

  1. Permanecer com roupas suadas depois de exercícios físicos (jogar bola, ir à academia, correr, etc)
  2. Permitir longa exposição à umidade. Ir à praia, nadar no rio ou piscina e depois manter a roupa.
  3. Não se secar corretamente após o banho

Ao mesmo tempo, em épocas de maior calor, algumas áreas do corpo ficam constantemente úmidas e quentes. Assim, a virilha e a região genital, são as áreas mais afetadas. Isso, decerto, favorece a proliferação de fungos, que resulta nas micoses. A doença é facilmente disseminada em vestiários e equipamentos de academias. Por isso, a micose na virilha é muito mais recorrente em atletas e praticantes de musculação.

Transmissão pelo contato intimo:

Os fungos dermatófitos são altamente contagiosos. Por isso, é bom ficar atento aos sintomas nos seus parceiros sexuais (homens e mulheres). O contato de pele e genitais durante o ato sexual podem espalhar o fungo da região da virilha para outras partes do corpo. Ao mesmo tempo, irá desencadear infecções em outros lugares do corpo.

Por exemplo, uma pessoa que toca os genitais de alguém contaminado pode espalhar o fungo. É muito comum, inclusive, que mulheres desenvolvam micose nos seios, por os encostarem nos genitais masculinos. Mesmo que a micose de virilha seja mais comum em homens, as mulheres também podem contaminar-se facilmente.

Como é diagnosticada:

A maioria dos dermatologistas já conseguem identificar os sintomas durante o exame clínico. Contudo, em caso de dúvida podem fazer uma raspagem na pele afetada e encaminhar o material ao laboratório. Dessa forma, identificará o fungo causador e, consequentemente, a doença. Mas na maioria dos casos, o exame clínico é óbvio para o médico.

O que fazer para tratar a micose na virilha:

Se você acha que tem micose, procure um dermatologista o quanto antes. Isso porque, essa infecção pode se tornar crônica, se espalhar para o abdome e pernas em poucos dias. Ao mesmo tempo, toda família pode ser contaminada. Normalmente, o tratamento consiste do uso de medicamentos antifúngicos (antimicóticos) que pode ser por via oral ou tópico.

Pomada para micose na virilha:

O uso mais comum são os cremes e pomadas antifúngicas. Assim, as pomadas mais indicadas para micose na virilha são as que contêm os antifúngicos, como:

  • Terbinafina. Indicada para infecção fúngica da unha causada por fungos dermatófitos; para fungos no couro cabeludo e fungos da pele, como Tinea corporis e Tinea cruris.
  • Cetoconazol. Para uso em micoses superficiais e mucocutâneas: Tinea capitis, Tinea crucis, foliculite por Malassezia e candidíase.
  • Miconazol. Usado no tratamento das micoses superficiais por dermatófitos: Tinea capitis, Tinea barbae, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea pedis (pé-de-atleta) e Tinea unguium;
  • Tioconazol + tinidazol. Tem ação antifúngica (age contra micro-organismos fúngicos causadores de infecção), bem como, ação contra alguns tipos de protozoários e bactérias.
  • Clotrimazol. Dermatomicoses causadas por dermatófitos, leveduras, fungos e, ao mesmo tempo, eritrasma.

Alerta! Evite pomadas que contenham corticoides na sua fórmula, tais como betametasona ou triancinolona. Essas, decerto, podem atrapalhar o tratamento e mascarar os sintomas.

Atenção! Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido por doenças ou outros medicamentos, podem não alcançar bons resultados com o uso de pomadas. Dessa forma, medicamentos por via oral, como fluconazol ou terbinafina podem ser prescritos.

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